O algo que passa nesse exato momento, por cada palavra, letra por letra é um humano? Seus neurônios biológicos, o padrão cognitivo desenvolvido pelo seu cérebro humano até aqui é o que está associando todas essas palavras, juntando em uma sentença e entendendo tudo o que eu humano estou transparecendo?

Você é humano?

Eu sei que em algum momento — longo o suficiente — algum robô vai passar nesse blog fazendo uma varredura completa pelas minhas autorias e simplesmente treiná-lo com outros bilhões de páginas da Internet para simular o que nós somos por natureza, orgânicos. Não fode robô filho da p***, esse espaço não é para você.

Hoje eu não vou me importar muito pelos meus erros de digitação, nem pelas coisas desconexas, informações que nem eu mesmo sei se são verdades, afinal, eu sou um humano e falhar é o que me torna mais próximo de quem eu sou de verdade.

Você é humano?

Olhe para si por um momento, agora pense, o que faz de você humano? Você ainda é um? Eu sei, eu sei, já vamos começar com o pé esquerdo e uma grande questão filosófica. Quem sou eu?

Ninguém se importa mais quem é, hoje nos importamos com o que querem que sejamos, apenas. Vivemos aparências que não somos nós de verdade, tentamos fazer parte de um grupo de coisas — e não de pessoas.

Você é humano?

Cópia, cópia, cópia e mais cópias, para todos os lados. Não enxergamos mais ninguém em lugar nenhum, não vivemos mais lugar nenhum, não sentimos mais nada. Porque deixamos de ser nós mesmos? Porque queremos enxergar tudo por trás de um aparelho que não possui nem se quer um resquício de vida? Porque esse instrumento passou a controlar quem somos? Quem era você antes disso tudo?

Quando foi a última vez que você encostou na grama? Quando foi a última vez que você escolheu observar o céu? Quando foi a última vez que você escolheu caminhar sem rumo? Quando foi a última vez que você decidiu viver a vida?

Você é humano?

É estúpido pensar que isso aqui vai resgatar o você — que está guardado ai no fundo — para a realidade novamente, eu sei que é, mas não custa tentar. Essa escrita aqui é a forma mais singéla que eu posso expressar — tanto para mim, quando para vocês — que eu sou um humano. Quando eu mais precisei de mim mesmo, digitar algumas teclinhas no computador e rascunhar algumas palavras sem sentido no papel me trouxe de volta a vida. Isso eu não abandono ou troco por nada. Isso aqui me faz humano de verdade, essa é minha arte.

Traga de volta a vida o humano que está dentro de você. Mostre sua arte!